quarta-feira 21 agosto 2019
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Autista de Mogi cria curta-metragem na escola

Autista de Mogi cria curta-metragem na escola

Vinícius, de 15 anos, contou a própria história junto com a paixão pelos dinossauros.


Um estudante de Mogi das Cruzes, que é autista, fez um curta-metragem, com ajuda da professora, para participar de um festival do governo do Estado. Vinícius tem 15 anos e há dois foi diagnosticado com autismo e, mesmo com as limitações, nunca deixou de ir à escola.

Com os brinquedos, o menino preparou uma história especial. “Ele estudava em uma escola particular e ia bem. Ele tinha um material especial porque as pessoas começaram a perceber e, depois, quando ele foi para a escola pública, eu dei a sorte de encontrar uma escola que o acolheu, aceitou as limitações e se adaptaram a ele. Ali ele aprendeu a ler, coisa que ele não conseguia antes. A autonomia dele também mudou. Ele era viciado em quebra-cabeça e tudo que é de dinossauro ele queria. Essa paixão continuou. Quando a professora pediu, ele levou o tablet, fez o curta e inscreveram ele no concurso e ai o negócio cresceu”, conta a mãe leia Maria dos Santos Melo.

Com um tablet ele gravou o curta-metragem para contar a própria história “Vini: o pequeno, grande dino azul”. O garoto mostra os pais, a irmã e ele mesmo, representado em um dinossauro azul, em homenagem a cor que representa o autismo.

O vídeo de 6 minutos e foi produzido para um concurso. A ideia surgiu dentro da sala de aula. De acordo com a professora Maria de Lourdes de Moraes Pezzoul, o local ajuda com que a imaginação do garoto possa fluir. “A atividade pedagógica vem simplificado para ele, não é apenas copiar da lousa para o papel. Eles devem se envolver de fato com a proposta pedagógica. Eu não posso deixar de lado, esse gosto dele pelo dinossauro e, com isso, eu consigo fazer com que o aprendizado flua mais facilmente. ”

A professora é formada em educação física e, quando se aposentou, começou a atender alunos autistas. Atualmente ela acompanha cinco crianças e diz que aprende muito com eles. “Eles são muito sinceros e se a autoestima está alta, flui e você conquistá-los. Ele vai além”, finaliza.

De acordo com a psiquiatra da infância e adolescência, Danielle Herszenhorn Admoni, há alguns sinais que podem ajudar no diagnóstico do autismo. “Os principais critérios são dificuldades na relação social, na comunicação com outras pessoas, interesses restritos e repetitivos daquele mesmo brinquedo, daquele mesmo jeito, sempre. Por exemplo, não é uma criança que gosta do carrinho, ela gosta da roda do carrinho. ”


Fonte: https://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2019/04/02/autista-de-mogi-cria-curta-metragem-na-escola.ghtml




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