sábado 23 novembro 2019
  • :
  • :

Conheça a história de pessoas que vivem sem se preocupar com limitações ou preconceito

Conheça a história de pessoas que vivem sem se preocupar com limitações ou preconceito

Willian, Izabel e Rafael fazem parte da Associação Reviver Down, localizada em Curitiba.


Porque, afinal, o verdadeiro sentido da vida, pra qualquer ser humano, não seria o mesmo sem esses valores. Assista ao vídeo acima.

Willian Douglas Ramos tem 40 anos. Ele é super fã do Elvis Presley e faz apresentações em espaços públicos vestido como o rei o rock.

Ele disse que se apaixonou pela interpretação do Elvis depois que uma sobrinha dele mostrou um vídeo do cantor dançando. “Eu fiquei muito interessado e depois fiz muito sucesso”, contou. Ele disse que isso também contribuiu pra que ele pudesse conhecer e conviver com outras pessoas.

Tímido, o Will, como gosta de ser chamado, é extremamente inteligente e, além do Elvis, também ama fazer caricaturas. Aprendeu sozinho, sem curso nenhum.

Falando em aprender sozinho, a Izabel de Castro Santos, de 21 anos, adora dançar. Ela aprende as coreografias com facilidade, sem a ajuda de ninguém. Ela também gosta de cantar, desenhar e atuar como modelo.

Ela também é tímida, mas se solta fácil com quem sorri junto com ela. Atualmente, Izabel trabalha no setor de RH de uma fábrica em Curitiba e disse que ama o que faz.

Além de aprender muito, ela conseguiu fazer vários amigos no trabalho e valoriza muito a oportunidade. Izabel também gosta de atividades esportivas e já conquistou mais de cem medalhas em várias modalidades diferentes.

O Rafael Rodrigues de Carvalho tem 36 anos e faz desenhos surpreendentes de mosaicos, móveis sob medida, entre outros. Ele também adora conversar e namora há sete anos. O sonho, além de casar e formar uma família, é de ser projetista pra poder colocar em prática os desenhos que ele faz.


Associação Reviver Down

O Rafael, a Izabela e o Willian fazem parte da Associação Reviver Down. Atualmente, 300 pessoas frequentam a entidade, que tem como objetivo levar informação sobre a síndrome de Down e promover a inclusão.

“Eles fazem parte do projeto Cidadão Down, que atende as pessoas com síndrome de Down a partir dos 18 anos. Então, aqui eles vêm pra se socializar, participar de festas, e adoram”, conta a presidente da associação, Ana Cláudia de Matos Francisco.

Ana contou que mais de mil pessoas estão cadastradas na associação e que pra participar dos projetos, que também atendem pessoas com Síndrome de Down de qualquer idade, não precisa pagar nada.

Ela disse ainda que como a associação depende apenas de doação e como não tem um patrocinador financeiro, algumas pessoas acabam ajudando de alguma forma, mas não existe uma obrigatoriedade.

“O objeto é levar informação pra toda a sociedade sobre a Síndrome de Down e a inclusão na família, na escola e no mercado de trabalho. Porque quem tem informação, não tem preconceito”, declarou Ana Cláudia.


A Síndrome de Down

A Síndrome de Down não é uma doença, é uma condição específica à pessoa, explica o médico neuro pediatra do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, Anderson Nitsche. Segundo ele, por conta disso, não se deve falar em tratamento ou cura.

A síndrome é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção, segundo o médico. As pessoas com síndrome de Down têm 47 cromossomos no núcleo das células em vez de 46, como é comum.

A condição genética está associada, segundo Anderson, a algumas questões de saúde que devem ser observadas desde o nascimento da criança. O correto é dizer criança ou pessoa com síndrome e criança ou pessoa comum.

“A síndrome pode ser diagnosticada ainda no útero da mãe através de exames específicos e o principal fator de risco está muito associado a idade da mãe. Uma mulher com 30 anos, por exemplo, tem uma chance a cada 100 de ter um bebê com Down, já em uma mãe de 45, a chance aumenta de 1 a cada 30”, ressaltou o médico.

Se o pai e a mãe tem a síndrome, a chance de ter um filho com a mesma condição genética será de 80%. Se só um dos parceiros tiver a síndrome, a possibilidade de ter um filho com Down cai para 50%.

Entre as características visuais de quem tem a síndrome são olhos amendoados, rosto um pouco mais arredondado, braços e dedos um pouco mais curtos.

Em geral, as crianças com síndrome de Down são menores em tamanho e o desenvolvimento físico e mental é mais lento que o de outras crianças da mesma idade, explica o médico.

“É importante destacar que essas limitações não significam que as pessoas com Down não possam ter uma atividade econômica, que não possam trabalhar, que não possam estudar, viver em família ou em sociedade”, disse Anderson.


“Crianças ou pessoas com síndrome de Down são diferentes igual todas as pessoas diferentes do mundo. Todo mundo é diferente. E nós precisamos acabar mesmo é com o preconceito. É olhar pra essas pessoas como se fosse uma outra pessoa qualquer”, ressaltou o especialista.


Serviço

A Associação Reviver Down fica localizada na Rua Francisco Alves Guimarães, 346, no bairro Cristo Rei, em Curitiba.


Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2019/03/21/dia-internacional-da-sindrome-de-down-conheca-a-historia-de-pessoas-que-vivem-sem-se-preocupar-com-limitacoes-ou-preconceito-video.ghtml?




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

);